D i S t R a Í d A V e N c E r E i !


moviment-à-ções!



Escrito por Luá às 01h20
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Fim do ciclo borboletral... (reprise, parte II)

Estou sentada.

 

Tudo passa rápido

Tudo passa vento

 

À frente, a vinda mortis:

o infeliz acaso

do bailar-se com graça

ao encontro da máquina operandi

 

Lírica ela

Onírica eu

Impávida ela

Impávida eu

 

O amarelo preso

e eu, eunuca

a observar o turvar

 

Um desespero mudo,

solucionado com o ímpeto de um pára-brisa

                         d a ---

E assim se foi,        a

a borboleta morta     r

voando pela --- e s t

            



Escrito por Luá às 01h14
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lagarta metamorfa: das folhas às flores

 

                                                                   A

                                                               R

                                            B    O          T     

                                       R             L   E

                                    O

               Pupando outrora para B agora...



Escrito por Luá às 00h08
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Temporária-Mente...

_____

f             o
e            ç
c           n
h            a
a            l
d            a
a            b
  PARA


Escrito por Luá às 03h23
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RegurgitoFazia



Escrito por Luá às 01h46
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uma das paisagens da estrada...

(25 de janeiro, com o carro e a mente em movimento)



Escrito por Luá às 01h27
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Escrito por Luá às 02h05
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Vá-te!

 

Escrito por Luá às 23h02
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O que se diz e o que entende...

 

Ânsia Tergi-Versa

 

Esfrego a sofreguidão

num sopro sofista

Soergo-me num sobressalto

Sobrepujo ao sol o sobrevôo

 

Q

U

E

D

O

-

M

E Lúcifer

 

Sóbria,

sobrevisto-me para sobre-viver

Sobressalente,

solapo meu sobre-substancial

Soliloquista, louca

Solfejo, soluço. Solúvel

Sonho solo

Sonegas-me-te

Soterro-te-me

Sou sofro. 



Escrito por Luá às 00h07
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Regrinha de três: matemática existencial

Triunvirato tribal

Trilogia trifocal

Tridente trivalente

 

Trinca triovulada

Triangulo trívio

Trio trimúrti

 

Tripé trisárquico

Tríplice tributo

Tribuna triunfante

 

Ora trissílabas

Ora tritongos

Triplicando o trigo

Tricotando no trilho

E tripudiando no triciclo...



Escrito por Luá às 02h22
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Partilhando-me-te-se-nos-vos...

Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria partilhar
a sede de alegria .
por mais amarga.

(Eugénio de Andrade, grande poeta português...)



Escrito por Luá às 04h21
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EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Marina Colassanti

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora, a tomar café correndo porque está atrasado.

A gente se acostuma a ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo na viagem, a comer sanduíches porque não tem tempo para almoçar.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir comerciais.

A gente se acostuma a lutar para ganhar dinheiro, a ganhar menos do que precisa e a pagar mais do que as coisas valem.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não a das janelas ao redor.

A gente se acostuma a não abrir de todo as cortinas, e a medida que se acostuma, esquece o sol, o ar, a amplidão.

A gente se acostuma à poluição, à luz artificial de ligeiro tremor, ao choque que os olhos levam com a luz natural.

A gente se acostuma às bactérias da água potável, à morte lenta dos rios, à contaminação da água do mar.

A gente se acostuma à violência, e aceitando a violência, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não haver a paz.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza para preservar a pele.

A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde por si mesma.

A gente se acostuma, eu sei, mas não devia.



Escrito por Luá às 04h00
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Simples(na)mente

Nem Renoir

Nem Monet

Nem Van Gogh

Hoje meus olhos são recém-nascidos

Clamam pelas cores no jardim



Escrito por Luá às 00h36
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À meia luz, fim de linha na madrugada.


 

Fim.

Agora as letras novamente retornam à condição estática

Esquecidas (?) entre tantas outras na estante, sabe-se lá por mais quanto tempo...

Talvez eu devesse ter demorado mais que dois dias...

 

 

É... Término de livro é assim mesmo

Dói fechar

Fica sempre um pouco de mim entre a capa e a contra-capa

Se cheia, também vazia.



Escrito por Luá às 00h34
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Escrito por Luá às 23h12
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